Beabá da Nutrição| Conhecendo a Síndrome Metabólica

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Hoje eu quero falar de um tema um pouco obscuro para algumas pessoas mas que apresenta uma grande prevalência hoje em dia e é responsável por aumentar os riscos de doenças cardiovasculares como o infarto e o AVC : SÍNDROME METABÓLICA.

Quando você escuta falar este nome talvez pense “que doença será esta? Nunca ouvi falar sobre isso antes…” Na verdade esta patologia é muito comum e você, provavelmente, conhece alguém que já tenha este problema.

A síndrome metabólica não é apenas uma doença, mas é um conjunto de doenças cuja base é a resistência à insulina e que, geralmente, está associada à obesidade. Insulina é o hormônio responsável por tirar a glicose do sangue e jogá-la dentro das células para ser transformada em energia e também apresenta outras funções como, por exemplo, participar do metabolismo das gorduras. Uma vez que a insulina apresente dificuldade de exercer suas ações, haverá aumento de insulina e glicose no sangue.

Para facilitar e regularizar o diagnóstico, o Consenso Brasileiro sobre Síndrome Metabólica utiliza alguns critérios para caracterizar a síndrome. Se o indivíduo apresentar três ou mais dos critérios citados abaixo, ele terá síndrome metabólica. Observe:

1. Obesidade abdominal: circunferência da cintura superior a 88 cm na mulher e 102 cm no homem;

2. Hipertensão Arterial: pressão arterial sistólica superior a 130 e/ou pressão arterial diastólica superior a 85 mmHg;

3. Glicose no sangue alterada (glicemia de jejum acima 110 mg/dl) ou diagnóstico de Diabetes;

4. Triglicerídeos superior a 150 mg/dl;

5. HDL colesterol abaixo de 40 mg/dl em homens e abaixo de 50 mg/dl em mulheres

Veja como este problema é mais comum do que você imaginava. Vou dar um exemplo, se um homem está com 106cm de cintura e seu último exame de sangue resultou um HDL de 35mg/dl e Triglicerídeos de 200mg/dl, fechou. É o que basta para ele ser diagnosticado com síndrome metabólica. Um indivíduo obeso, hipertenso e diabético tem síndrome metabólica. Portanto, o diagnóstico se fecha quando existe a presença de três ou mais dos critérios acima.

E o que fazer quando você descobre que está com este problema ou conhece alguém próximo que tenha? Cada um dos componentes da síndrome deve ser analisado individulamente e tratado. Um especialista (ex.: endocrinologista, cardiologista, nutricionista, educador físico) deve ser consultado para verificar se há necessidade de medicamentos e qual o tipo de medicamento, realizar exames para analisar a gravidade do caso, prescrever dieta específica e individualizada com o objetivo de reduzir o peso significativamente e orientar quanto a melhor prática de atividade física. Quando há a redução do peso corporal, todos os parâmetros como: glicemia, triglicerídeos, HDL colesterol e pressão arterial tendem a se normalizar. Por isto é tão importante a dieta aliada à um exercício físico.

Se você se identificou neste caso ou conhece alguém que se encaixa nestes critérios, não perca tempo e procure ajuda. Uma dieta bem controlada, com as restrições necessárias e sem radicalismos é um dos pilares para o tratamento de sucesso.

Tais Miranda Nutricionista

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