Reflexões – Marcos Castro | Dê um tempo!

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Dê um tempo
Dê um tempo (Foto: Reprodução)

Eu sempre perguntei e pergunto em minhas aulas, palestras (atualmente lives…), escritos, e em “bate-papos cabeça”: qual o seu bem mais precioso? E completo: “seja honesto e honesta na resposta; não precisa se maquiar do politicamente correto para responder”!            

As respostas são inúmeras, mas em síntese giram em torno de saúde, família, amor, fé, dinheiro, filhos e por aí vai.

A surpresa é grande quando digo: “ERRADO; não é nada disso”!

Paro por alguns segundos para olhar os semblantes. Uns inspiram curiosidade; outros ficam incrédulos, alguns até demonstram decepção ou certa agressividade.

Até que a agonia se dissipa em plena compreensão e reflexão quando respondo que nosso bem mais precioso É O TEMPO!

Por que?

Porque com tempo você cuida da família, ama intensa e adequadamente, pratica e vivencia sua fé, ganha dinheiro, dá atenção aos filhos e, enfim, vive!

Os semblantes, todos, mudam para total concordância e até autorreflexão.

Fico feliz!

Tempo: substantivo masculino que, de algum modo, marca a duração relativa das coisas; que cria no ser humano a ideia de presente, passado e futuro; período contínuo no qual os eventos se sucedem.

Desde que o homem notou pela primeira vez o movimento regular do Sol e das estrelas, começou a se perguntar sobrea passagem do tempo. A humanidade pré-histórica registrou as fases da Lua, pela primeira vez, há cerca de 30 mil anos.

Foi somente por volta de 1500 a.C., que os egípcios desenvolveram um relógio de sol em forma de “T”, colocado no solo e regulado para dividir o intervalo entre o nascer e o pôr do sol em 12 partes, com base no número de ciclos lunar. Essa divisão durante o dia formou a primeira representação do que chamamos de “hora”; e a noite, sem luz artificial, para contar as horas durante a escuridão, os egípcios recorreram a um conjunto de 24 estrelas, das quais 12 marcavam a passagem da noite.

Quase 1.400 anos depois, entre 147-127 a.C., que surgiu a divisão do dia em 24 horas com base na observação dos dias de equinócio.

Durante muito, muito tempo, porém, os relógios dividiam as horas em metades, terços ou quartos, nunca em 60 minutos, até ser inventado o primeiro relógio mecânico, no final do século XVI; surgindo então o que chamamos hoje de “tempo universal coordenado”.

Portanto, graças às civilizações antigas, que definiram e preservaram as divisões do tempo, a sociedade moderna pode conceber um dia de 24 horas, uma hora de 60 minutos e um minuto de 60 segundos. 

OK! Mas, e daí?

Que importância isto tem? Toda! Sabe por que?

Porque, muito provavelmente, quase certeza, agora, neste instante, você está lendo este artigo com pressa, preocupando-se com o tempo, com o que precisará fazer daqui a pouco, com o próximo “touch” que você dará em instantes.

Volto à definição!

Tempo: substantivo masculino que, de algum modo, marca a duração relativa das coisas; que cria no ser humano a ideia de presente, passado e futuro; período contínuo no qual os eventos se sucedem.

A humanidade está perdendo a noção de tempo; está vivendo no instante seguinte; na ansiedade do próximo passo a dar; por isso adoece: por excesso de futuro (que é a tal ansiedade!).

Esquece-se que o hoje se faz do que se viveu ontem e o amanhã se fará do que se vive hoje. Assim, deste modo, a humanidade não está vivendo; está só correndo atrás…

Tudo se transforma em um imediatismo que traz angústia, adoece, entristece, faz apequenar a vida, o presente em que se deve viver se transforma em um futuro ainda não vivido, nem pensado ou refletido! Isto está errado!

Alguns dirão: “mas, é a vida”!

Não, não é! Isto é só assistir a vida passar; não é vivê-la!

                Vamos lembrar que o tempo é inelástico, não estica nem encurta, assim, viva-o na medida certa; ele – o tempo – é um bem socializado -, assim, divida-o com as pessoas; e o tempo não se recicla, portanto, viva o que tem que ser vivido!

ENFIM, DÊ UM TEMPO PARA O TEMPO!

Por Marcos Castro
Engenheiro; Especialista em Qualidade e Produtividade;
Mestre em OTH; Educador;
Escritor; Filósofo; Professor Universitário;
Educador; Palestrante; Psicanalista.
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