Taxa de ocupação dos leitos de UTI para Covid-19 chega a 115% em Pouso Alegre

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Foto: Redes Sociais.

De acordo com a reportagem do site G1 Sul de Minas, na manhã desta segunda-feira (22) o município de Pouso Alegre (MG), entrou para a lista das cidades do Sul de Minas que já ultrapassaram os 100% de ocupação de leitos de UTI. Com mais pacientes do que a capacidade, foi preciso aproveitar os leitos de outras alas para a internação de pacientes com coronavírus.

Na última sexta-feira (19), a ocupação de leitos de enfermarias chegou a 114%. O Hospital Samuel Libânio possui 92 leitos clínicos destinados à Covid-19, mas 105 pessoas diagnosticadas com a doença precisavam de internação. Ainda nesta segunda-feira (22), a Secretaria Estadual de Saúde confirmou mais 757 novos casos confirmados na cidade de Pouso Alegre, que foram registrados na semana passada, mas só agora entraram para o balanço oficial e mais quatro mortes foram confirmadas no município.

A Secretaria Municipal de Saúde de Pouso Alegre tem trabalhado em uma parceria constante com outros hospitais, seja eles públicos ou privados, porque essa situação também já chegou no privado, o paciente hoje que tem convênio também vai ter dificuldade de internação. “Não é uma situação exclusiva de Pouso Alegre, é uma situação da região, nós não temos leitos na região, nós não temos leitos no Estado de Minas, então a gente precisa deixar isso bem claro que não é uma situação exclusiva de Pouso Alegre e por isso a gente precisa de uma ação conjunta”, disse a secretária de Saúde de Pouso Alegre, Sílvia Regina.

Cabe ressaltar que, de acordo com o último boletim epidemiológico publicado pela Prefeitura de Ouro Fino nesta segunda-feira (22), foi registrado mais um óbito no município e 8 pessoas estão internadas, sendo 6 na Santa Casa de Ouro Fino e 2 em hospitais de referência com UTI, os quais, não são informados no boletim.

Essa matéria é um alerta, pois, caso uma pessoa necessite de internação em hospitais com UTI, a mesma, terá muita dificuldade em encontrar uma vaga na região e em todo o estado de Minas Gerais, seja em hospitais públicos ou particulares. A dificuldade de se criar novos leitos neste momento é alta, pois, criar leito vai muito além de uma cama e um respirador do lado, é necessário profissionais capacitados para essa atividade, e não se forma profissionais capacitados da noite para o dia, e ainda há a possível falta de medicamentos para intubação e oxigênio.

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