As duas áreas de prioridade nas estratégias de prevenção, controle e tratamento da obesidade são o incremento do nível de atividade física e a melhora na qualidade da dieta. O mais importante em termos de incremento do nível de atividade física é o estímulo para evitar os hábitos sedentários e a adoção de um estilo de vida ativo. Existem várias evidências científicas apontando que o controle da ingestão alimentar junto com o exercício ou atividade física regular são mais efetivos no controle do peso corporal.
Obesidade é definida como o acúmulo excessivo de gordura no tecido adiposo, em partes do corpo ou no corpo todo, com grande aumento de massa corporal (Oliveira 2005).
Oliveira (2005) separa os fatores que levam a obesidade em dois grupos distintos:
Obesidade exógena: Desequilíbrio do gasto calórico com a ingestão alimentar, levando o aumento de peso.
Obesidade endógena: Acontece o ganho de peso por fatores de desequilíbrio hormonal, provenientes de alterações do metabolismo tiroedeano, gonodal, hipotálomo-hipofisário, de tumores e síndromes genéticas.
McArdle (2003) relata que a obesidade está relacionada a uma série de comorbidades, denominada síndrome dos obesos: intolerância a glicose, resistência à insulina, dislipidemia, diabetes tipo 2, hipertensão, concentrações plasmáticas elevadas de leptina, tecido adiposo visceral aumentado, maior risco de doenças cardiovasculares e câncer. Fatores genéticos, como hereditariedade, poderiam aumentar o ganho de peso em indivíduos obesos.
O aumento da obesidade mundial está intimamente ligado ao estilo de vida adotado pelas populações. Bouchard (2003) considera que os níveis atuais de inatividade física estão relacionados com a popularidade dos eletrodomésticos e as escolhas modernas de comportamento, tais como: computador, automóveis, controle-remoto e vídeos-games.
O jejum e a restrição calórica extremas acarretam perdas substanciais de água e de tecido isento de gordura. Em contrapartida, um equilíbrio calórico negativo, induzido pelo exercício físico e dieta balanceada, atenua a perda de gordura de tecido isento de gordura durante um programa de redução pendural.
Sabendo de tudo isso, muitos ainda vão dizer: “mas estou fazendo exercício e comendo melhor, mas mesmo assim não consigo emagrecer”, isso acontece muito, por isso escrevi um e-book de leitura simples para que você possa entender onde está errando no seu emagrecimento que você encontra clicando aqui.

Por fim, procure sempre um professor de educação física e um nutricionista para lhe ajudar qual a melhor estratégia para o seu emagrecimento, de forma gradual e sustentável.
Referência bibliográfica
⦁ MCARDLE, W, D; KATCH, F, I; KATCH, V, L. Fisiologia do Exercício : Energia, Nutrição e Desempenho Humano. 5. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2003.
⦁ OLIVEIRA, Ricardo Jacó de. Saúde e Atividade Física: Algumas Abordagens Sobre Atividade Física Relacionada à Saúde. Rio de Janeiro: Shape, 2005.
⦁ BOUCHARD, C. Atividade física e obesidade. Barueri, SP: Manole, 2003. 469 p.
DANIEL CECCON
Graduado em Educação Física pela Sociedade Sul mineira de educação e Cultura (2006).
Pós-graduação em Fisiologia do Exercício e Treinamento de Força pela UNIFOA/RJ. (2008).
Possui curso de Biomecânica aplicado à musculação pelo Intituto phorte (2008),
Curso de Fisiologia, metabolismo e energia pelo Intituto phorte (2008),
Curso de Atividade Física e Envelhecimento pelo grupo IPED (2013),
Curso de Obesidade e Atividade Física pelo grupo IPED (2013).
Possui 3 artigos publicados em periódicos nacionais e internacionais: Revista Mineira de Educacao Fisica (UFV), 2011 e Lecturas Educación Física y Deportes (Buenos Aires), 2011.
Endereço para o curriculum: http://lattes.cnpq.br/5893018899739366
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